terça-feira, 15 de abril de 2008

BЯ - João 3.1-21 – O encontro de Jesus com Buda



- João 3.1-21 O encontro de Jesus com Buda

1 Havia um príncipe indiano chamado Sidarta Gautama, o Buda, fundador de uma das maiores religiões do mundo. 2 Ele veio a Jesus, à noite, e disse: “Jesus, percebo que seus ensinamentos são muito importantes para este povo, pois você certamente irá conduzir essas pessoas à iluminação.”
3 Em resposta Jesus declarou: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode chegar-se à verdadeira Luz se não renascer.”
4 Disse Buda: “Sim, é exatamente o que eu digo! O contínuo ciclo de renascimentos é o caminho para se alcançar a divindade.”
5 Respondeu Jesus: “Tsc, tsc. Permita-me falar de novo. Ninguém pode chegar-se a Deus, se não nascer da água e do Espírito. 6 Nascer novamente como alguém igual às outras pessoas significa que você provavelmente irá cometer os mesmos erros – tudo de novo – como as outras pessoas; nascer do Espírito significa que o seu espírito receberá uma natureza nova e poderá experimentar uma mudança substancial. 7 Por favor, não confunda o que eu disse com ‘nascer de novo’ com uma mera sucessão de vidas; todos precisam renascer do Espírito – até você! 8 Assim como você pode ouvir o vento sussurrando entre as árvores, mas não faz a menor idéia de onde ele vem ou para onde ele vai, assim também não se pode explicar como um homem nasce do sopro do Espírito.”
9 Perguntou Buda: “Como assim? Que ‘Espírito’ é esse de que você tanto fala? Como é que isso acontece?”
10 Perguntou Jesus: “Você é o fundador de uma religião seguida por milhões no mundo todo, e não entende essas coisas? 11 Eu posso lhe garantir, estou falando de algo que realmente conheço, e não de uma mera dedução – mas parece que, para você, isto ainda não é o bastante. 12 Eu ainda estou usando uma linguagem light, estou falando de homem para homem; se nem assim conseguimos nos entender direito, como vai ser quando eu começar a falar de Deus para homem? 13 Na verdade, ninguém jamais foi elevado até a divindade, exceto aquele que é divino: o Filho de Deus. 14 Como um certo filósofo alemão ænunciou, é necessário gritar ‘Deus morreu!’, 15 para que todos percebam que esta morte é o único caminho que conduz à vida verdadeira e infinda.
16 “Isto é o quanto Deus amou a humanidade: Deus enfrentou a morte de frente para que quem quiser crer nisso possa ter a vida eterna, e não ficar a morrer eternamente. 17 Deus não desceu à terra para enfiar o dedo na cara das pessoas, dizendo como elas são más – Ele veio para colocar a roda do mundo
1 nos eixos, através do Seu Filho. 18 Todo aquele que colocar sua confiança nEle é liberto; todo aquele que se recusa a confiar nEle já está sob sentença de morte – eterna – sem nem sequer desconfiar disso. Tudo depende apenas de reconhecer e crer em Deus quando Ele já disse que quer salvá-lo. 19 E este é o X da questão: a iluminação desceu dos Céus ao mundo, mas as pessoas escolheram as trevas, porque as suas ações – que, segundo você, seriam a fonte da salvação delas – as suas ações eram más. 20 Aquele que pratica e vive o mal detesta a luz, temendo dissolver-se em pó quando todos virem quem ele realmente é. 21 Mas aquele que pratica e vive a Verdade abraça a Luz de Deus, para mostrar claramente que as suas boas ações vêm de Deus e para Deus.

NOTAS:
1 “roda do mundo” = o termo foi aqui adaptado da palavra sânscrita भवचक्र, "Roda da Existência", originalmente associada ao ciclo contínuo de reencarnação/renascimento (संसार, samsāra). Aqui, a expressão, via gíria do português brasileiro ("colocar nos eixos"), dá a entender o ciclo de pecado em que a humanidade se encontra.

Um comentário:

Alvaro disse...

Caro Livin'Vinil,
Gostei!
Acho que é uma obra prima.
Vale a pena pensar em mais detalhes do texto que responderiam às indagações de Buda.
Um abraço,
ACP